Antes que meus inimigos me acusem de crueldade com animais, devo dizer que todos os dias matam-se galinhas e gansos por aí para consumo da carne e as penas que sobram enchem os travesseiros. Muito confortáveis por sinal.
Se há algo que possa ser usado contra a minha pessoa, entrego-me à misericórdia da corte, não por morticínio de galinhas, gansos ou cousa que o valha, mas por ter esfrangalhado, sem intenção maligna, o travesseiro de infância do marido. É que Creinideine quis fazer faxina e colocou os travesseiros na máquina de lavar. O velho e puído travesseiro de estimação rasgou-se no ciclo e quando abri a máquina, achei que realmente uma galinha ou ganso tinham sido depenados sem piedade junto com lençóis, fronhas e colchas.
Well...
O jeito foi tirar as roupas de cama da máquina e resgatar o pobre travesseiro velho daquele martírio sem intenção de matar e pô-lo de lado até pensar em como dar a notícia ao marido, afinal com coisas de estimação não se brinca.
Minha pena foi despenar tudo, colocando o resto das roupas de cama na secadora, porque descobri que penas secas soltam-se mais facilmente das roupas que penas molhadas.
Irei poupá-los, meus caros 5 leitores da parte em que tive de perseguir as penas secas e consequentemente mais leves pela área do crime.
Ao dar a notícia ao marido, este demonstrou sua lógica masculina impecável, esquecendo-se até que o travesseiro era objeto de muitos anos de convívio, perguntando:
"As penas entraram pelo cano?"
Ho, ho, ho